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Alguns imperadores de Roma
















Eu sei q ninguem vai se importar com essa "nova" parte do meu site. Ja planejava essa parte ha tempos. Quem eventualmente tiver interesse nos textos por favor compartilhem comigo o interesse. O fascinio q eu tenho pela Roma antiga pelos imperadores e pela heranca q esse obstinado povo deixou para as civilizacoes
contemporaneas eh incrivel. Valeu!

"Teoricamente, o Imperador era o melhor homem disponivel. Na pratica, muitas vezes nao passava de um reles cavaleiro de fortuna. Seu poder, constituido pela soma total de todos os postos-chave administrativos e eletivos da extinta Republica, era absoluto. O Senado foi reduzido a impotencia. Enquanto gozasse de popularidade junto as forcas armadas, o governante pairava acima da lei. O assassinato, unica forma de reacao a esse governo de um so homem, era usado franca e eficientemente".
















IMPERADOR AUGUSTO

Idealizador da Pax Romana e do imperio, Augusto foi um extraordinario politico e administrador. Sem revogar as leis e instituicoes republicanas, concentrou todo o poder em suas maos, inaugurando uma epoca de esplendor e prosperidade no mundo antigo. Caio Otavio, que se tornou, por adocao, Caio Julio Otavio e posteriormente, Cesar Augusto, nasceu em Roma em 23 de setembro de 63 a.C. Pertencia a uma das familias mais abastadas da burguesia romana. Seu avo tinha sido banqueiro e o pai, Caio Otavio, foi edil e pretor em Roma e, mais tarde, proconsul na Macedonia. A mae, Acia, era sobrinha de Julio Cesar, e este, interessando-se pela carreira do sobrinho-neto, deu-lhe educacao aprimorada e o adotou como filho em testamento. Otavio reivindicou sua heranca, apesar do perigo que corria, e lutou por ela contra Marco Antonio, que se apropriara do dinheiro e dos papeis de Julio Cesar. Pagou do prprio bolso os legados do testamento e presidiu aos jogos em memoria de Julio Cesar. Uniu-se a Bruto contra Marco Antonio, derrotou-o em Modena e exigiu o consulado (a que nao tinha direito, dada sua pouca idade). Diante da recusa do Senado, marchou sobre Roma e impos a propria investidura (19 de agosto de 43 a.C.). Marco Antonio, entrementes, aliara-se a Lepido, governador da Galia. Otavio se entendeu com eles e formaram o segundo triunvirato, que o Senado reconheceu (por cinco anos). Seguiu-se a repressao: trezentos senadores e dois mil cavaleiros foram proscritos e numerosas propriedades confiscadas.
Em 42 a.C., os triunviros derrotaram os republicanos Bruto e Cassio na Macedonia (Batalhas de Filipos). Para recompensar as legioes, Otavio confiscou as terras de 18 cidades italianas. O descontentamento resultante foi explorado pelos amigos de Marco Antonio. Ajudado por Marco Agripa, grande chefe militar, Otavio tomou Perusa (40 a.C.) e silenciou seus adversarios. Firmou, entao, com Marco Antonio, os acordos de Brindisi e dividiu com ele o mundo romano. Marco Antonio recebeu o Oriente, Otavio o Ocidente e Lepido ficou com a frica. Para selar o acordo, Marco Antonio casou-se com a irma de Otavio. Inaugurou-se, entao, uma era de paz e em 37 a.C., o triunvirato foi renovado por mais cinco anos. Restava a ameaca de Sexto Pompeu. Com uma esquadra fornecida por Marco Antonio, Otavio derrotou-o em Nauloque, na Siclia (36 a.C.). Pouco depois depunha Lepido, sem consultar Marco Antonio, deixando-lhe apenas a dignidade pontificia. Marco Antonio permaneceu no Egito, onde desposara Cleopatra e se instalara como potentado oriental. Otavio consolidou sua situacao, pacificou a Iliria e contribuiu para a prosperidade romana, com o desenvolvimento da agricultura. As campanhas orientais de Marco Antonio serviram de pretexto para que Otavio proclamasse a traicao do adversario e sua intencao de formar um reino independente de Roma. Esta declarou guerra ao Egito e Otavio foi nomeado consul para combater Marco Antonio e Cleopatra, vencidos na Batalha de Accio (Actium). Depois da derrota, o territorio egipcio foi incorporado a Roma.
Apesar de assumir o poder, Otavio nao aceitou a ditadura. Temendo ser vitima da mesma sorte de Julio Cesar, abdicou solenemente de todos os poderes extraordinarios (exceto o consulado) e propos um novo regime, de compromisso o principado que guardava as formas tradicionais, mas correspondia no fundo a uma monarquia de fato. Longe de destruir as antigas magistraturas, assumiu-as quase todas e se fez reeleger consul, sem interrupcao, ate o ano 23 a.C.. Na aparencia, nao passava, entao, de um magistrado como os outros. Era apenas o primeiro, isto eh, Princeps, em autoridade. Na verdade, concentrou todo o poder em suas maos, apos receber do Senado, em 27 a.C., o cognome religioso de Augusto, que consagrava sua missao como divina. A partir do ano 23 a.C. renunciou tambem ao consulado, guardando apenas a qualidade tribunicia, que lhe foi conferida em carater vitalicio. Morto Lepido, tornou-se pontifice a pedido do povo. Seu poder era, assim, fundado de certo modo no consentimento geral. Conservador e austero, Augusto fez um governo de ordem e hierarquia. Lutou contra a decadencia dos costumes, reorganizou a administracao e as forcas armadas, tornando-as permanentes e fixando-as nas fronteiras. Saneou igualmente as financas do estado. Em Roma e na Italia esforcou-se para fazer reviver as virtudes esquecidas das antigas tradicoes e religiao. Deu privilegios aos pais de familia e combateu o celibato. Construiu o foro que leva seu nome e, no campo de Marte, ergueu as primeiras termas, o Pantheon e outros templos. Vangloriou-se por ter transformado Roma na Cidade de Marmore. Ajudado por Mecenas, favoreceu os escritores: o historiador Tito Livio, os poetas Horacio, Ovidio e Virgilio sao de sua epoca. Elevaram-se templos a deusa Roma e a Augusto em todo o imperio.
Em materia de politica externa, foi menos feliz. Pacificou a Espanha e os Alpes, conseguiu a anexacao da Galacia e da Judeia e conquistou, gracas a Tiberio, as terras austriacas do Danubio, que formaram as provincias de Recia e Vindelicia, mas sua campanha na Germania fracassou. Tiberio debelou uma insurreicao na Iliria e Varo foi aniquilado com tres legioes na floresta de Teutoburgo. Sua tentativa de conseguir um grande sucessor tambem fracassou, pois seu sobrinho Marcelo morreu jovem. Marco Agripa, cujo casamento com sua filha Julia tinha forcado, morreu em 12 a.C. Os filhos menores de Agripa morreram em 2 e 4 da era crista. Restava Tiberio, filho de Livia, sua terceira mulher. Adotando-o, Augusto deu-lhe participacao cada dia mais ativa nos negocios do estado. A partir de 13 da era crista, Tiberio tinha poderes quase iguais aos do imperador. Quando Augusto morreu, ja era o enteado quem de fato governava Roma. A obra de Augusto foi imensa, na paz como na guerra. Protetor das artes e das letras, administrador de genio, adorado como deus por seu povo e pelos povos submetidos, deu a Roma sua idade de ouro. Marcou de tal maneira sua epoca que esta ficou conhecida como seculo de Augusto. Faleceu em Nola, na Compania, em 19 de agosto do ano 14 d.C.

IMPERADOR TIBERIO

O reinado de Tiberio, segundo imperador romano, contribuiu para o assentamento do poderio de Roma de tal modo que, gracas a ele, o imperio foi capaz de sobreviver aos lendarios excessos de seus lideres. Tiberio Claudio Nero nasceu em 16 de novembro de 42 a.C. em Roma. Filho do magistrado Tiberio Claudio Nero e de Livia Drusilla, o menino e seu irmao Druso passaram a fazer parte da familia imperial mediante o segundo casamento de sua mae com Augusto. Educado para a carreira militar, Tiberio fez brilhantes campanhas na Panonia e na Dalmacia, que lhe garantiram o apoio popular. Casado com a filha de Marco Agripa, Vipsania Agripina, Tiberio divorciou-se por ordem do imperador apos a morte do sogro, em 12 a.C., e desposou Julia, filha de Augusto e viuva em terceiras nupcias de Agripa. Seis anos depois foi designado tribuno, mas ante a comprometedora situacao em que o deixava a vida libertina de sua mulher, e temeroso de denuncia-la a Augusto, decidiu-se por um exilio voluntario na Ilha de Rodes, deixando Julia em Roma.
A morte dos candidatos a sucessao do trono, Lucio Cesar e Caio, assim como o desterro de Julia na Ilha de Pandataria, permitiu o regresso de Tiberio a Roma. Este obteve
novas vitorias na Germania e, ao ser adotado por Augusto no ano 4 da era crista, tornou-se o segundo homem no poder em Roma. Com a morte de Augusto, no ano 14, o Senado elegeu-o sucessor com o nome de Tiberio Julio Cesar Augusto, mas ele so foi proclamado tres anos depois. Em seus primeiros anos de governo, regularizou a economia pela reducao dos gastos publicos, assegurou as fronteiras por meio de uma politica conservadora que prescindiu das invasoes, consolidou as instituicoes e reduziu o poder do Senado, reforcou tambem a Marinha, exilou a comunidade judaica e determinou o fim dos duelos de gladiadores.
O abalo pela morte do filho Druso, no ano 23, fez com que Tiberio delegasse poderes a seus conselheiros, sobretudo a Lucio Sejano, com o que cresceram a corrupcao e a pratica da delacao. Em 27, temendo ser assassinado, Tiberio retirou-se para a Ilha de Capri, de onde governava por intermedio de Sejano. Este, porem, tramou a queda do imperador e foi por ele condenado a morte no ano 31. Tiberio entao adotou Caligula como filho e sucessor. Pelo resto da vida, o imperador submeteu Roma a um regime de terror que, juntamente com a amoralidade reinante em Capri, formou a base de sua reputacao. Muitas sao as divergencias quanto ao grau de veracidade de seus desatinos, mas eh certo que deixou o imperio solidamente estabelecido. Tiberio morreu em Capri, em 16 de maro de 37.

caligula.jpg

IMPERADOR CALIGULA

As inumeras arbitrariedades e extravagancias atribuidas ao imperador romano Caligula em sua breve passagem pelo poder tem sido tradicionalmente atribuidas a problemas mentais. Filho de Germanico e de Agripina I, Caligula nasceu em Anzio, no Lacio, em 31 de agosto do ano 12 d.C. Seu verdadeiro nome era Caio Julio Cesar Germanico, em sua infancia, porem, os soldados de seu pai o apelidaram de Caligula (botinha), como alusao as suas pequenas sandalias militares ou caligae.
O imperador Tiberio, seu tio-avo, adotou-o como herdeiro, assim, a morte deste no ano 37, Caligula foi aclamado novo imperador romano pelo povo e pelo senado. Nos primeiros meses de seu reinado, Caligula exerceu uma politica de acentuado tom demagogico, com medidas como a reducao de impostos e anistia geral, o que lhe granjeou alguma popularidade. Vitima de enfermidade que lhe afetou a mente, logo comecou a cometer suas celebres extravagancias. Com Caligula, os gastos publicos descontrolaram-se, quando o erario estava quase exaurido, ordenou a execucao, por diferentes motivos, dos romanos mais ricos para confiscar-lhe os bens. Obcecado pelo poder e pela religiao do Egito, considerou-se uma divindade, mandou colocar sua estatua em varios templos, entre eles o de Jerusalem, difundiu o culto egipcio da deusa Isis e manteve relacionamento incestuoso com sua irma Drusilla, no estilo da Dinastia dos Ptolomeus.
Por volta do ano 40, Caligula realizou uma expedicao a Germania para sufocar uma rebeliao do general Cornelio Lentulo Getulico e outra a Galia, com o fito de conquistar a Bretanha. Anexou o reino da Mauritania e, na Judeia, nomeou rei seu amigo Herodes Agripa. Diversas conspiracoes, como a do senador Marco Aemilio Lepido, foram urdidas contra Caligula, que acabou morrendo em Roma a 24 de janeiro do ano 41, em um complo armado por Cassio Chaerea, tribuno da guarda. Claudio I sucedeu-o no trono.

IMPERADOR CLAUDIO

Os historiadores Tacito, Suetonio e Dio Cassio atribuem ao imperador Claudio I um carater debil e influenciavel por suas esposas. Os documentos da epoca, no entanto, dao testemunho da energia com que ele conduzia os negocios do estado. Tiberio Claudio Cesar Augusto Germanico nasceu em Lugdunum (Lyon), Galia, no ano 10 a.C., filho de Nero Claudio Druso e Antonia, era irmao mais jovem de Germanico. Os defeitos fisicos e o temperamento retraido estimularam-no a dedicar-se aos estudos. Escreveu, alem de uma historia de Roma inconclusa, 28 livros de historia etrusca e cartaginesa, uma autobiografia e um projeto de reforma ortografica.
Com o assassinato de seu sobrinho Caligula, em 41 de nossa era, Claudio I foi proclamado imperador pela guarda pretoriana. Habil governante concentrou as principais funcoes administrativas em maos da burocracia imperial utilizando para isso um grupo de funcionarios, em sua maioria escravos e libertos de sua confianca, que substituiram os funcionarios do Senado. Em 42 anexou a Mauritania, no norte da Africa, e no ano seguinte dirigiu pessoalmente a conquista da Bretanha, que se converteu em provincia imperial. Anexou a seguir a Licia, a Judeia e a Tracia e empreendeu a romanizacao das novas provincias, fundando colonias e concedendo cidadania romana a seus habitantes.
Claudio ordenou a execucao de importantes obras publicas: solucionou os problemas de abastecimento de Roma, mediante a construcao de novos aquedutos e de um porto em Ostia, aterrou o logo Fucino e melhorou as estradas. Morreu no ano 54, envenenado pela quarta esposa, sua sobrinha Agripina II, depois de haver adotado o filho dela, Lucio Domitio(Nero), o que assegurava para este a sucessao ao trono imperial.

IMPERADOR NERO

Descendente de uma das principais familias romanas, imperador de Roma de 54 a 68 da era crista, Nero tornou-se tristemente celebre por seu governo despotico. Responsavel pela primeira perseguicao contra os cristaos, foi acusado de ter provocado o incendio que destruiu Roma durante seu reinado. Lucio Domitio Aenobarbo, conhecido como Nero Claudio Cesar Augusto Germanico, nasceu em Ancio em 15 de novembro do ano 37. Filho de Domitio Aenobarbo e de Agripina II, bisneto de Augusto, foi adotado por Claudio I, a quem sucedeu no poder. Agripina eliminou os partidrios de Britanico, filho de Claudio, e induziu Nero a casar-se com Otavia, filha do imperador.
Quando Claudio I morreu, provavelmente assassinado, no ano 54, Nero foi proclamado imperador. Nos primeiros anos de seu reinado, sob a influencia de seu preceptor, o filosofo Seneca, Nero exerceu um governo equilibrado. Houve, porem, em sua conduta uma verdadeira subversao moral. Mandou matar Britanico em 55, Agripina II em 59, Otavia em 62, afastou Seneca, que foi forcado a cometer suicidio, e matou Poppaea a pontapes quando estava gravida. Passou a exercer um governo despotico e cruel e entregou-se a libertinagem. Vaidoso de pretensos dotes artisticos e de cavalaria instituiu os jogos chamados Juvenalia e Neronis, e exibia-se nos teatros e nos circos como Histriao. Favoreceu cultos orientais estranhos a tradicao romana e recorreu fartamente aos processos por traicao para confiscar bens dos ricos e nobres.
Foi acusado de ter provocado o incendio de Roma, no ano 64, a pretexto do qual moveu intensa perseguicao aos cristaos. Suas extravagancias e arbitrariedades provocaram o descontentamento no meio militar e a oposicao da aristocracia. Sucederam-se as conspiracoes e as condenacoes a morte. Em 65, Nero esmagou uma conspiracao contra seu governo e condenou a morte 18 acusados, entre os quais Seneca e o poeta Lucano. Teve de enfrentar as insurreicoes na Bretanha, em 60 ou 61, e a rebeliao judaica, iniciada em 66. No ano 68, Servio Sulpicio Galba, governador da Espanha, marchou contra Roma. Depois que o Senado reconheceu Galba como novo imperador, Nero foi obrigado a deixar a cidade e suicidou-se em 9 de junho daquele ano.

IMPERADOR TRAJANO

Primeiro imperador romano nascido fora da Peninsula Italica. Trajano levou as fronteiras do imperio ao ponto maximo de sua extensao geografica e realizou um vasto programa de obras publicas. Marco Ulpio Trajano nasceu em Italica, na Betica, no sul da Espanha, perto de Hispalis (depois Sevilha) no ano 53 d.C. De familia nobre, concluiu a formacao militar junto ao pai, governador primeiro da Siria e depois da Asia, a epoca de Vespasiano. Comandou uma legiao na Espanha e participou das campanhas na Germania, nas quais conquistou grande prestigio. Em 91 d.C. foi nomeado consul por Domiciano e mais tarde adotado por Nerva, a quem sucedeu em 98.
Desde o comeco do reinado, Trajano dedicou seus esforcos a reorganizacao do imperio, com apoio decisivo do Senado, que lhe concedeu o titulo excepcional de Optimus Princeps. Sua eficiente administracao, retratada nos planos detalhados que constam da correspondencia que manteve com Plinio I, teve como consequencia a reativacao do comercio e da agricultura, a diminuicao da carga tributaria e a realizacao de um ambicioso programa de obras em todo o imperio. Alem de edificios publicos, como o novo foro de Roma. Trajano fez construir estradas, pontes, aquedutos, portos, banhos publicos e infra-estrutura sanitaria. Algumas dessas obras sobreviveram ainda na Italia, Espanha, norte da Africa e Balcas. Acredita-se que tenha sido de Trajano a instituicao de fundos publicos para o sustento de criancas pobres nas cidades italianas, iniciativa geralmente atribuda a Nerva. O prestigio de Trajano, no entanto, nao se deveu tanto aos exitos na politica interna, mas as conquistas, destinadas a aumentar e consolidar o poder de Roma e proporcionar os recursos necessarios para suas reformas. Apos ampliar o exercito e reforcar as fronteiras com a Germania, derrotou os Dacios em duas brilhantes campanhas e em 106 criou a nova provincia da Dacia, depois Romenia.
Assegurada a fronteira oeste do imperio, voltou a atencao para o leste. Anexou o reino da Nabateia, a parte da Arabia que se estende a leste e sul da Judeia, e por volta do ano 110 empreendeu uma guerra contra o poderoso reino parto, que culminou com a anexacao da Armenia e da Mesopotamia, a conquista das principais cidades partas e a chegada das tropas romanas ao Golfo Persico. Em 116, eclodiram revoltas nos territorios recem-conquistados e nas comunidades judias de diversas provincias orientais. Com a saude abalada, Trajano confiou o comando do exercito ao sobrinho Adriano, que seria seu sucessor, e deixou Antioquia em direcao a Roma. Morreu na viagem, em 117, em Selino, posteriormente Selindi, Cilicia, no sul da Anatolia.

IMPERADOR ADRIANO

Homem culto, amante das artes e do direito, Adriano foi o terceiro imperador romano da Dinastia dos Antoninos e proporcionou ao imperio um periodo de esplendor. Publio Aelio Adriano nasceu em Italica (Betica), hoje na Espanha, em 24 de janeiro do ano 76, e era filho de Publio Aelio Adriano e Domicia Paulina. Como tribuno da II legiao, distinguiu-se em sucessivas campanhas militares empreendidas por seu tio e antecessor, e imperador Trajano.
Foi nomeado chefe do exercito e governador da Siria antes de ser adotado por Trajano, a quem sucedeu em 117 d.C. Seu reinado caracterizou-se pelo empenho em reforcar a unidade do imperio e garantir sua prosperidade. Incentivou as relacoes entre as provincias do imperio, facilitou o acesso ao direito de cidadania e garantiu a liberdade religiosa. Aboliu a subordinacao das provincias a metropole e criou uma federacao de cidades gregas, denominada Panhellenim. Adriano contribuiu ativamente para a consolidacao do direito romano. Reestruturou o conselho imperial, formado por tecnicos, juristas e politicos e, em colaboracao com ele, reformou a legislacao e organizou os diferentes setores da vida publica. Estendeu o direito do Lacio as provincias, abrandou as leis que regiam a escravidao e encomendou a Salvio Juliano a elaboracao do Edictum Perpetuum (Edito Perpetuo), obra que serviria de ponto de partida para toda a literatura juridica desde entao. Dotado de espirito aventureiro e cosmopolita, decidido a garantir a presenca romana em todo o imperio, Adriano dedicou grande parte de sua vida a viajar. Esteve na Bretanha, onde mandou construir uma imensa linha fortificada conhecida como Muralha de Adriano.
Viajou tres vezes a Grecia, onde concluiu a construcao do templo de Zeus Olimpico iniciada pelos Psistratas cinco seculos antes. Em suas viagens reuniu grande numero de obras de arte, que colecionava na mansao que mandou construir em Tivoli, perto de Roma. Nos ultimos anos de seu reinado, doente e pressionado por intrigas palacianas relativas sucessao, Adriano permaneceu em Roma e aplicou politicas mais severas. No ano 138 adotou Arrio Antonino, que lhe sucedeu no trono com o nome de Antonino Pio. Morreu em 10 de julho desse mesmo ano em Baias, Italia, e foi sepultado no magnifico mausoleu que mandara construir em Roma, hoje conhecido como Castelo de Santo Angelo.

IMPERADOR MARCO AURELIO

Nascido em 121 d.C., filho de Marcus Anius Verus e de Domitia Lucilla, Marcus Aurelius foi educado por seu avo (tambm chamado Marcus Anius Verus) depois da morte de se seu pai. Logo conquistou a estima de Hadrianus (que o chamava de Verissimo, ou muito confiavel, em um jogo de palavras com o sobrenome Verus), e quando Hadrianus adotou Antoninus Pius como seu sucessor, em 138, este, por sua vez, adotou Marcus Aurelius (juntamente com Lucius Verus). Depois da morte de Hadrianus, Marcus Aurelius ficou noivo da filha de Antoninus Pius, Faustina II, com quem se casou em 145. Recebeu excelente educacao de varios tutores importantes; seus principais professores de literatura foram Frontao (latim) e Herodes Aticus (grego). Sua correspondencia com Frontao, preservada nas Cartas eh um documento valioso da evolucao intelectual de Marcus Aurelius e da atmosfera da corte imperial em meados do seculo II d.C. Com a idade de 18 anos, quando foi eleito consul pela primeira vez, comecou a participar de reunioes do conselho imperial, familiarizando-se com as responsabilidades de um governante. Em 146, recebeu os privilegios do poder tribunicio e do imperium proconsular, o que o marcou definitivamente como o sucessor preferido de Antoninus. Quando Antoninus morreu, em 7 de maro de 161, Marcus Aurelius j era consul pela terceira vez (e Lucius Verus pela segunda vez). Por insistencia de Marcus Aurelius, o Senado concedeu a Lucius Verus o poder tribunicio, o imperium proconsular e o ttulo de Augustus, elevando-o ao mesmo nivel do irmao embora Lucius fosse mais jovem. Introduzia-se assim o principio do poder colegiado.
Marcus Aurelius foi, pelos menos aos olhos da posteridade, um imperador quase ideal, julgamento influenciado pelo registro de suas qualidades pessoais. Eh criticado por perseguir os cristaos e por permitir que seu filho degenerado Commodus o sucedesse no trono. Mas devemos lembrar, com relacao ao primeiro problema que ele estava apenas seguindo a politica instituida por Trajanus e confirmada por Hadrianus, e, com relacao ao segundo, que a transmissao do poder imperial sempre fora dinastica e ele nao podia ignorar seu unico filho sobrevivente. Apesar das qualidades pessoais de Marcus Aurelius, seu reinado foi muito dificil. Enfrentou uma serie de crises militares, no inicio de um longo periodo durante o qual o imperio foi ameacado por invasoes em todas as fronteiras mais importantes. Em 162, os partos conquistaram a Armenia e precipitaram uma crise, dominada por Lucius Verus e os melhores generais de Marcus Aurelius. Uma concluso satisfatoria, em 166, foi ofuscada pelo fato de os soldados que voltaram do leste trazerem com eles uma peste que custou milhoes de vidas, ameacando a populacao do imperio. Por volta 166/167, tribos germanicas atravessaram o Danubio e marcharam ate o norte da Italia. Duas novas legioes tiveram que ser recrutadas para enfrentar essa ameaa, e Marcus Aurelius so teve condicoes de se defrontar com os invasores em 168. Em 169 (ano em que Lucius Verus morreu), Marcus Aurelius foi forcado a leiloar propriedades imperiais para lutar contra os barbaros do norte, e os ultimos dez anos de seu reinado foram quase inteiramente dedicados as lutas nas fronteiras com excecao da breve ameaca interna representada pela revolta de Avidius Cassius, em 175. De 170 a 174, lutou contra os marcomanos e os quados, em 175, contra os iazigos da Sarmacia.
Marcus Aurelius continuou a luta e restaurou a fronteira do Danubio. Tratou entao de pacificar as provincias do oriente. Visitou Antioquia, Alexandria e Atenas. Na viagem, morreu a imperatriz Faustina II. Em 176, Marcus Aurelius visitou o Egito e voltou a Roma para celebrar o triunfo. Mas novos problemas surgiram na Panonia, em 177, neste ano, Marcus Aurelius nomeou seu filho, Commodus, co-imperador, e os dois passaram os tres anos seguintes lutando contra os marcomanos. Marcus Aurelius morreu provavelmente em Vindobona (Viena), em 17 de maro de 180. Seus monumentos mais notaveis, Roma, sao a coluna de Marcus Aurelius, que retrata cenas das guerras do norte, e sua estatua equestre, mais tarde incorporada ao capitolio por Michelangelo. Marcus Aurelius eh muito mais bem conhecido do que qualquer outro estadista importante da antiguidade classica. Para muitos historiadores, no entanto, seu reinado coincidiu com a idade de ouro do Imperio Romano. Alem das informacoes contidas nas Cartas de Frontao, o individuo Marcus Aurelius se revela nos doze livros das meditaes (em grego), escritos na ultima decada de seu reinado, durante as guerras contra o norte. Marcus Aurelius conheceu o estoicismo atraves de um de seus tutores, Apolonio da Calcedonia, e dedicou-se a seus ensinamentos por volta de meados do ano 140. As Meditacoes, na verdade uma sequencia de diarios, de teor pessoal e psicologico, escritos em momentos de grandes problemas intimos, revela sua preocupacao com as responsabilidades que lhe cabiam como imperador, com as relacoes entre o homem e Deus, e com a ordem do mundo.
Acrescentam poucas ideias novas as doutrinas do estoicismo tradicional, mas traem sentimentos religiosos e morais intensos da parte de um imperador sensivel, inteligente e de educacao nobre.

IMPERADOR CONSTANTINO

O primeiro imperador cristao de Roma, Constantinus I, passou a histria por ter adotado o cristianismo como religiao oficial do imperio e por ter transferido a capital para Constantinopla (Bizancio), cidade a cuja construcao deu inicio. Flavius Valerius Claudius Constantinus nasceu em Naisso, mais tarde Nis, em 27 de fevereiro, provavelmente apos o ano 280 d.C. Filho de Constantius I Chlorus com sua concubina Helena, passou a juventude na corte. Seu pai foi membro da tetrarquia criada pelo imperador Diocletianus e, apos a abdicao de dois dos tetrarcas - o proprio Diocletianus e Maximianus - passou a governar, em 305, juntamente com Galerius. Nesse mesmo ano, Constantinus I uniu-se ao pai e participou das campanhas da Bretanha. Em 25 de julho de 306, pouco depois da morte de Constantius I, as legioes comandadas por Constantinus I aclamaram-no imperador. Em Roma, o titulo de Constantinus nao foi reconhecido: o sistema de governo instaurado por Diocletianus nao admitia a sucessao hereditaria. Apos a morte de Galerius, em 310, surgiram novos pretendentes ao imperio: Maxentius, Maximinus II e Licinius I. Entrementes, Constantinus I ja havia consolidado seu dominio sobre a Galia, Bretanha e Espanha. Aliando-se a Licinius I, derrotou Maxentius as margens do Tiber em 312 e, com a morte de Maximinus II, vencido por Licinius I em 313, dividiu com este o imperio.
Constantinus I e Licinius I conseguiram superar suas divergencias e estabeleceram um sistema de rodizio, em que se revezavam como consules, juntamente com os filhos. Em 324, talvez motivada pelas perseguicoes de Licinius I contra os cristaos, declarou-se a guerra entre os antigos aliados, logo vencida por Constantinus I, que dessa forma se tornou o primeiro chefe unico do Imperio Romano desde 285. Em 326, sentindo que Roma se tornara impropria para continuar como sede de um imperio tao vasto, Constantinus I deu inicio a construcao de Constantinopla sobre o sitio da antiga Bizancio, posteriormente chamada Istambul pelos turcos, e inaugurou a nova capital em 11 de maio de 330. Cinco anos mais tarde, consolidada a paz no imperio, este foi dividido entre Constantius II, Constans, Delmatius e Hanniballianus. Nos trinta anos em que se manteve no poder, Constantinus I realizou substanciais reformas administrativas, monetarias e financeiras. Firmou a monarquia absoluta, unificou o imperio e reforcou a defesa das fronteiras. Como soldado, nunca perdeu uma batalha. Ate sua vitoria sobre Maxentius, Constantinus I parece ter sido pagao. Nessa epoca, induzidos por uma visao sobrenatural, seus soldados passaram a usar nos escudos o monograma cristao. Em 313, Constantinus I reconheceu oficialmente o cristianismo como religiao pelo edito de Milao e, no mesmo ano, promulgou uma lei que protegia os sacerdotes cristaos contra injurias dos hereges. As conviccoes cristas de Constantinus I tornaram-se mais arraigadas com o passar dos anos, sobretudo depois que ele se tornou chefe absoluto do imperio. Proibiu que os senhores matassem os escravos, coibiu o adulterio e o concubinato, extinguiu o suplicio da cruz e interditou os combates de gladiadores. Em 325, convocou o Concilio Ecumenico de Niceia e desde entao o paganismo foi apenas tolerado. Constantinus I costumava exortar seus suditos a conversao, embora ele mesmo so tenha recebido o batismo pouco antes de morrer, em Ancirona, perto da Nicomedia (Izmit, Turquia), em 22 de maio de 337.

Romanos ilustres.....

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Decimo Junio Bruto Albino - General e almirante romano, um dos assassinos de Cesar.

Sexto Pompeiano (Pompeu, o Grande)- Grande general e estadista romano.

Marco Tulio Cicero - Consul, advogado, grande orador e escritor romano.

Lucio Cornelio Sila - General romano.

Marco Antonio - Grande general e consul romano.

Publio Virgilio Maro (Virgilio) - Poeta romano.

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Quinto Horacio Flaco (Horacio) - Poeta romano.

Caio Cilnio Mecenas - Grande estadista romano, conselheiro do imperador Augusto.

Tito Livio - Poeta romano

Caio Julio Cesar - Cronologia


a.C.

100 - Nascimento de Caio Julio Cesar.
81 - Inicio do regime ditatorial de Lucio Cornelio Sila.
80 - Campanha militar de Julio Cesar na Asia Menor.
Propagacao de rumores de um possivel relacionamento homossexual entre Julio Cesar e o Rei Nicomedes IV da Abissinia.

67 - 66 - Julio Cesar faz alianca politica com Pompeu, o Grande, e com Marco Licinio Crasso.
63 - Julio Cesar eh eleito Pontifice Maximo do Imperio Romano.
Inicio do consulado de Marco Tulio Cicero.
Conspiracao de Lucio Sergio Catilina contra Julio Cesar.
60 - Primeiro Triunvirato de Pompeu, Marco Licinio Crasso e Julio Cesar.
59 - Inicio do primeiro consulado de Julio Cesar.
Julio Cesar casa-se com Calpurnia, filha de Lucio Calpurnio Piso.
58 - Julio Cesar eh eleito proconsul da Galia Cisalpina (atual regiao Norte da Italia), da Iliria (Norte da Grecia) e da Galia Transalpina (atual Franca, regioes alemas da margem esquerda do Reno, parte da Holanda, da Belgica e quase toda a Suica).
Inicio das campanhas militares contra a tribo dos helveticos (ou helvecios) e contra o lider germanico Ariovisto, rei dos suevos.
57 - Inicio da campanha contra os nervios (belgas).
56 - Inicio de campanhas na Britania (Inglaterra) e na Normandia (Franca).
Renovacao do Primeiro Triunvirato de Julio Cesar. Inicio da campanha contra os venetos (tribos da Galia) e contra os aquitanios (tribo tambem da Galia, no sul da Franca atual).
55 - O proconsulado de Julio Cesar eh renovado por mais cinco anos.
Julio Cesar atravessa o Reno.
Primeira invasao romana da Bretanha.
54 - Segunda invasao romana da Bretanha.
53 - Segunda travessia do Reno.
Marco Licinio Crasso eh derrotado por Cesar na campanha da Partia (atual Harran), provincia oriental no Ira, e morto em Carrhae (ao Norte da Mesopotamia).
52 - Revolta do lider gaules de Vercingetorix abafada pelos romanos na Fortaleza de Alesia, na Borgonha.
Ocorrencia de tumultos politico-sociais em Roma.
Claudio eh assassinado
Pompeu eh eleito como unico consul.
51 - Cerco de Uxelodunum, atual cidade de Puy dIssolu na Aquitania (fronteira da Espanha com a Franca).
Termino da Guerra na Galia.
Julio Cesar publica seu livro Comentario sobre a Guerra das Galias (Comentarii de Bello Gallico).
Os optimates (membros da alta nobreza romana), oponentes politicos de Julio Cesar, tentam leva-lo a julgamento.
50 - Os inimigos de Julio Cesar, derrotados, tentam mais uma vez leva-lo a julgamento.
49 - Julio Cesar eh pressionado a desmobilizar seu exercito.
Eh dada concessao de autoridade ditatorial a Pompeu.
Em janeiro deste ano comeca a Guerra Civil, a partir da travessia do Rubicao (fronteira entre o territorio de Roma e as regioes provinciais).
O exercito de Pompeu eh derrotado na Espanha por Julio Cesar.
Julio Cesar eh eleito Grande Ditador.
48 - Inicio do segundo consulado de Julio Cesar.
Julio Cesar eh derrotado por Pompeu em Dirrachio (Durres), na Macedonia.
Posteriormente, Pompeu eh derrotado por Cesar na Farsalia, na Grecia, fugindo para Alexandria, no Egito, onde eh assassinado a mando de Ptolomeu Dionisio XIII.
Julio Cesar ocupa Alexandria.
47 - Fim da Guerra de Alexandria.
Julio Cesar vence Cesar Farnaces, filho do Rei Mitidrates, em Zela, na Capadocia (na Asia Menor, ao sul do Mar Negro).
46 - Julio Cesar eh eleito consul pela terceira vez, tambem sendo confirmado como ditador por mais dez anos.
Julio Cesar vence o exercito dos filhos de Pompeu no norte da Africa.
Cicero publica seu Cato, e Julio Cesar, depois, seu Anticato. (o anticato foi escrito por Decimo Junio Bruto Albino, a pedido de Cesar).
45 - O exercito dos filhos de Pompeu eh derrotado na Batalha de Munda (no sul da Espanha).
Fim da Guerra Civil.
Inicio do quarto consulado de Julio Cesar.
44 - Julio Cesar torna-se Ditador Perpetuo e eh eleito consul pela quinta vez.
Sao feitas tentativas de coroar Julio Cesar como rei em fevereiro deste ano.
Sao feitos preparativos para uma campanha contra os persas.
Julio Cesar eh assassinado em 15 de marco deste ano, no Senado romano.